O CATOLICISMO INCLUSIVO

domingo, 7 de julho de 2019

Morre, aos 83 anos, Dom Moacyr Grechi, em Porto Velho

Arcebispo emérito morreu na noite desta segunda-feira (17), em um hospital particular da capital. Grechi sofreu duas paradas cardíacas.

Por G1 RO — Porto Velho
17/06/2019 21h15  Atualizado há 2 semanas
    

Dom Moacyr Grechi.  — Foto: Rede Amazônica/ReproduçãoDom Moacyr Grechi.  — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
Dom Moacyr Grechi. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
Morreu, na noite desta segunda-feira (17), Dom Moacyr Grechi. A informação foi confirmada ao G1 pela irmã Maria de Fátima Gonçalves, que convivia o arcebispo emérito da Arquidiocese de Porto Velho. "Até hoje ele ainda estava falando. Foi uma fatalidade para todos", complementou, emocionada. A assessoria de Dom Moacyr, que tinha 83 anos, também confirmou o falecimento.
Irmã Fátima explicou ao G1 que Grechi teve duas paradas cardíacas nesta segunda e vinha reclamando de dores abdominais. Ele deu entrada em um hospital particular da cidade na última sexta-feira (14).
Em nota, a Arquidiocese de Porto Velho lamentou a morte do arcebispo emérito e disse que Dom Moacyr vinha "tratando de uma infecção" (veja na íntegra abaixo).
"Ele teve a primeira parada por volta das 15h de hoje (segunda-feira). Depois foi reanimado pelos médicos, mas voltou em estado grave. Agora a noite teve a segunda, mas não voltou", explicou irmã Fátima.
De acordo com o Padre Valdecir Luiz Cordeiro, nesta segunda, Dom Moacyr precisou ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital onde seguia internado. "Ele estava mesmo com problemas abdominais", ressaltou.
Segundo o Padre Antônio Fontenelle, também próximo de Grechi, uma reunião com outros padres deve definir quando, como e onde será o último adeus ao Dom Moacyr.

Dom Moacyr Grechi

Em julho de 1998, Dom Moacyr Grechi, que era natural de Santa Catarina, foi nomeado arcebispo de Porto Velho. Ele se tornou arcebispo emérito no dia 30 de novembro de 2011.
Foi ordenado padre em 1961, aos 25 anos. Em julho de 1972, Grechi foi indicado bispo prelado no Acre. Na capital Rio Branco, Dom Moacyr apresentou a teologia da libertação para sindicalistas como Chico Mendes e Marina Silva. Além disso, foi apoiador de lutas populares na Amazônia.
"Ele fez mestrado em teologia em Roma. Era um homem de grande erudição, lia em diversos idiomas, tinha senso de humor apuradíssimo, exímio orador, capaz de entusiasmar a audiência desde as primeiras palavras. Destacava-se pela lealdade às pessoas, amigo dos pobres, que defendeu por toda a vida. Era um grande promotor da leitura popular da bíblia, deu grande impulso às comunidades eclesiais de base (CEBs), as quais se estruturam a partir da centralidade da Palavra de Deus", declarou Padre Valdecir.
Confira abaixo a nota da Arquidiocese de Porto Velho sobre a morte de Dom Moacyr Grechi:
NOTA DE PESAR
Cumprimos com pesar o doloroso dever de informar o falecimento de Dom Frei Moacyr Grechi, OSM, Arcebispo Emérito de Porto Velho, neste início de noite de segunda-feira, dia 17 de junho, no hospital onde estava internado tratando de uma infecção. Nascido aos 19 de janeiro de 1936 em Turvo – SC, Dom Moacyr foi ordenado presbítero da Ordem dos Servos de Maria aos 29 de junho de 1961. Tendo sido nomeado prelado do Acre e Purus em 1972, múnus que exerceu por pouco mais de um ano como presbítero, foi ordenado Bispo Titular de Vegesela em Numidia aos 21 de outubro de 1973. Ao ser erigida a Diocese de Rio Branco em 1986, foi nomeado seu Bispo.
Em 29 de julho de 1998 foi nomeado Arcebispo de Porto Velho, cargo que exerceu até a aceitação de sua renúncia por idade aos 30 de novembro de 2011. Durante seu ministério, Dom Moacyr sempre se mostrou preocupado com as causas sociais, com a vida dos pequenos e dos pobres.
O que fez também a nível institucional, sendo um dos criadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT), sendo seu presidente por oito anos, e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), atuando na defesa dos pequenos agricultores, dos indígenas, dos seringueiros e de muitos outros em situação de exclusão social.
Destaca-se outrossim o seu grande amor e incentivo às CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), movido sempre pela profecia vinda do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo (cuja leitura costumava carinhosamente cobrar do povo), bem como um profundo amor pela Santíssima Mãe de Jesus.
Assim que tivermos maiores detalhes sobre o sepultamento tornaremos a informar. Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para ele a vossa luz!
Porto Velho, 17 de junho de 2019.
† Roque Paloschi
Bispo da Igreja que está em Porto Velho
Pe. Marcelo Moschini Daudt
Chanceler

Postado por MARIO ALBERTO BENEDETTO LYNCH às 08:56 Nenhum comentário:
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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Beato Lourenço Maria de São Fra



Evangelho 12 de junho

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Evangelho Diário

Quarta-feira, 12 de Junho de 2019.

Santo do dia: Beato Lourenço Maria de São Francisco Xavier, presbítero

Cor litúrgica: verde

Evangelho do dia: São Mateus 5, 17-19



Primeira leitura: Coríntios 3, 4-11
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios:

Irmãos, 4é por Cristo que temos tal confiança perante Deus, 5não porque sejamos capazes, por nós mesmos, de ter algum pensamento como de nós mesmos, mas essa nossa capacidade vem de Deus. 6Ele é que nos tornou capazes de exercer o ministério de uma aliança nova. Esta não é uma aliança da letra, mas do Espírito. Pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida. 7Se o ministério da morte, gravado em pedras com letras, foi cercado de tanta glória, que os israelitas não podiam fitar o rosto de Moisés por causa do seu fulgor, ainda que passageiro, 8quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? 9Pois, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso há de ser o ministério a serviço da justificação. 10Realmente, em comparação com uma glória tão eminente, já não se pode chamar glória o que então tinha sido glorioso. 11Pois, se o que era passageiro foi marcado de glória, muito mais glorioso será o que permanece.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Ajude-nos a Ajudar
Salmo 98 (99)

- Exaltai o Senhor nosso Deus e prostrai-vos perante seus pés, pois é santo o Senhor nosso Deus!

R: Santo é o Senhor nosso Deus!

- Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. E também Samuel invocava seu nome, e ele mesmo, o Senhor, os ouvia.

R: Santo é o Senhor nosso Deus!

- Da coluna de nuvem falava com eles. E guardavam a lei e os preceitos divinos que o Senhor nosso Deus tinha dado.

R: Santo é o Senhor nosso Deus!

- Respondíeis a eles, Senhor nosso Deus, porque éreis um Deus paciente com eles, mas sabíeis punir seu pecado.

R: Santo é o Senhor nosso Deus!

- Exaltai o Senhor nosso Deus e prostrai-vos perante seu monte, pois é santo o Senhor nosso Deus!

R: Santo é o Senhor nosso Deus!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 17-19
- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24,4s);


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no reino dos céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no reino dos céus”.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor
Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, Papa
Discurso na sinagoga de Roma, 13/4/1986

«Não vim revogar, mas completar»

A minha visita hoje [a esta sinagoga] pretende constituir um contributo decisivo para a consolidação dos laços que unem as nossas comunidades. [...] Dentre as múltiplas riquezas da declaração «Nostra Aetate», do II Concílio do Vaticano, [...] a primeira é a de que a Igreja de Cristo descobre os seus laços com o judaísmo sondando o seu próprio mistério («Nostra Aetate», 4). A religião judaica não nos é extrínseca, mas, de certo modo, intrínseca. Temos com ela um relacionamento que não temos com nenhuma outra religião. Sois os nossos irmãos preferidos e até, podemos dizê-lo, os nossos irmãos mais velhos. [...]

O caminho que começámos a trilhar está ainda no início; será preciso ainda muito tempo [...] para que todas as formas de preconceito, mesmo que inconsciente, sejam suprimidas e, assim, [...] possamos mostrar o verdadeiro rosto do judaísmo, bem como o do cristianismo. [...] Desde o princípio que não é segredo para ninguém que a nossa divergência fundamental é a nossa adesão, como cristãos, à pessoa e ao ensino de Jesus de Nazaré, filho do vosso povo, do qual saiu igualmente a Virgem Maria, os Apóstolos, alicerces e colunas da Igreja (cf Gal 2,9), e a maioria dos membros das primeiras comunidades cristãs. [...] Outro tanto se diga das vias abertas à nossa colaboração, que, à luz da herança comum saída da Lei e dos Profetas, são diversas e importantes [...]: acima de tudo a colaboração em favor do homem [...], da sua dignidade, da sua liberdade, dos seus direitos, numa sociedade [...] onde reine a justiça e [...] prevaleça a paz, essa shalom desejada pelos legisladores, pelos profetas e pelos sábios de Israel. [...]

Que desta visita, da concórdia e da serenidade que já conseguimos, nasça uma fonte fresca e benfazeja que nos ajude a sarar as feridas desta nossa cidade de Roma, como o rio que Ezequiel viu sair da porta leste do Templo de Jerusalém (Ez 47,1ss). Assim, conservar-nos-emos, de parte a parte, fiéis aos nossos compromissos mais sagrados, mas também a tudo o que nos une e aproxima mais profundamente: a fé em um só Deus, que ama o estrangeiro e faz justiça ao órfão e à viúva, ensinando-nos a amá-los e a socorrê-los (Dt 10,18; Lv 19,18.34). Foi precisamente do Senhor da Tora, aqui venerado, que os cristãos aprenderam essa vontade, a de Jesus, que levou às últimas consequências o amor por ela exigido.
Ajude-nos a fazer o bem!
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